Arquivado em: iPhone — Tags:iPhone , iPhone 3G , iPhone 3GS , iTunes App Store , sucesso — Alex em 15 de julho de 2009
A iTunes App Store celebrou mais de 1,5 bilhão de downloads. Saiu um comunicado, a empresa fez festa e até os jornais de Istambul noticiaram o número. Mas como você certamente não está aqui para ler o que saiu até nos jornais de Istambul, pegue lupa, calculadora e acompanhe com a gente.
Se analisarmos friamente o iPhone - e desconsiderarmos o iPhone 3G [S], que foi lançado há menos de um mês -, vamos notar que o aparelho é apenas ok. Tem uma câmera muito ruim de 2MP (e até a do 3G [S] ainda é fraca com 3.2MP), um processador apenas honesto com seus 400MHz, não filma(va), não edita(va) texto das principais suÃtes de escritório (nem mesmo a da Apple) e não tem TV ou sequer produz streaming de vÃdeo. É um modelo bacana, sem dúvida, mas pecava - e ainda peca - em alguns recursos ausentes ou pobres.
Só que as projeções mais confiáveis apontam para uma marca significativa. É muito provável que os três modelos de iPhone até agora (primeira geração, 3G e 3G [S]), juntos, atinjam a marca de 45 milhões de aparelhos em todo o mundo até o fim do ano. O que, se isso se concretizar, levaria a Apple a aproximadamente 2,8% do mercado global de celulares no mundo inteiro. Parece pouco, eu sei, mas é muito melhor do que o 1,1% do inÃcio do ano .
E como um aparelho que é apenas ok pode ser considerado um sucesso acachapante? Melhor: como um aparelho que é apenas ok tornou-se isso tudo? Duas razões - e tão somente elas: a loja e o design. Respeitando a proporção descrita no tÃtulo, com 80% de responsabilidade da iTunes App Store e 20% do aclamado design com padrão Apple de “pureza”.
Foi isso que fez o sucesso do iPod, por exemplo. Quando ele foi lançado, havia vários outros MP3 players. Mas o pulo do tocador da Apple estava no simples fato de ele ser bonito e de trazer na bagagem algo que nenhuma outra empresa havia pensado (ou se pensou, não executou): uma loja de músicas.
Se o iPhone é hoje uma repetição da avalanche provocada pelo iPod, isso se deve muito à iTunes App Store, e o fato de ela ser de uso razoavelmente amigável. Entendam: ainda está longe de ser perfeita (bem longe), mas mesmo desse modo vem dando banho nas outras (Android Market, Nokia Ovi Store, Palm App Catalog etc.).
Quando alguém dentro da LG abre o verbo e diz: - E se a gente fizesse uma loja de aplicativos ?, ele não está sendo insano. Está, na verdade, percebendo que, fora a Apple, ninguém entrou no mercado direito.
Voltemos rapidamente à Nokia, para que isso fique (ainda) mais claro. Em janeiro, ela tinha quase 40% do mercado de celulares. Digamos que ao fim do ano caia para 35% (não deve cair tanto, mas isso é só um exercÃcio). Exatos 35% de 1,6 bilhão são 560 milhões de aparelhos. Partindo do pressuposto que 15% deles sejam smartphones (a média, geral, é 18%), a Nokia terá, ao fim de 2009, aproximadamente, 84 milhões de modelos rodando pelo mundo que aceitam a instalação de programas (isso, por baixo). Ou seja, quase o dobro do que projetam a Apple e seu iPhone. Agora, espere dezembro chegar e compare as duas lojas: iTunes App Store e Nokia Ovi Store, e você terá uma bela surpresa.
Por mais que a Apple insista em dizer que não, o mercado de aplicativos para telefones inteligentes ainda está aberto. E requer alguns movimentos certos para que entre em fervura realmente. Lançar uma loja para um aparelho hypado como o Palm Pre com apenas 30 aplicativos não é um desses movimentos. Colocar no ar uma cheia de bugs e pouco intuitiva, como a Nokia Ovi Store, idem.
Por enquanto, a concorrência só está errando o alvo. Mas como a brincadeira, aqui, nitidamente parece ser de tentativa e erro, espera-se que a parte do acerto apareça antes de a Apple celebrar mais 1.5 bilhão de downloads. Para o bem de quem realmente importa: o usuário.
Arquivado em: Aplicativos , iPhone — Tags:Barack Obama , desenho , Hope , iTunes App Store , Obama — Alex em 4 de julho de 2009
Eu sempre achei que a ausência, por dois anos, da função copiar e colar no iPhone seria a maior bobagem da Apple em relação ao aparelho, que é, nitidamente, um sucesso. Mas alguém lá dentro quer mesmo entrar para a história. O(s) sujeito(s) que coordena(m) a aprovação ou não de aplicativos na iTunes App Store aprontou(aram) mais uma.
Sabe essa imagem acima, do presidente dos EUA, Barack Obama? Claro que sabe. Todo mundo sabe. É uma ilustração famosa que foi usada pelo próprio pessoal da campanha do Obama na época das eleições. Pois um programa de galeria de fotos, da Start Mobile, que usa essa imagem foi rejeitado pela Apple. A justificativa oficial: “Traz conteúdo que ridiculariza figuras públicas”.
E demitir o camarada que ridiculariza a empresa em que trabalha, que tal?
Arquivado em: Aplicativos , iPhone — Tags:15 anos , Apple , Beauty Meter , BeautyMeter , foto , Hottest Girls , infantil , iPhone , iTunes App Store , menina , pornografia — Alex em 2 de julho de 2009
No fim de junho, a presença (depois ausência) do Hottest Girls na iTunes App Store, um aplicativo que exibia garotas com seios à mostra, causou uma comoção generalizada na internet. E de todos os lados: tanto de quem queria ver os seios quanto de quem queria cobri-los. Além, claro, da terceira via que só queria ver o circo pegar fogo.
Mal sabia a turma que aquilo era fogo brando. Um outro aplicativo de funcionamento semelhante causou muito mais confusão. BeautyMeter é um programinha no qual você envia sua foto e ela é “avaliada” por demais usuários do aplicativo. Óbvio que essas fotos ficam armazenadas em um servidor, e o programa, quando ligado, aciona esse servidor para passar as imagens, de modo que você possa votar nas que mais gosta ou não.
Daà tudo corria bem, quando, ops, as meninas começaram a mandar fotos sem roupa. Mais grave do que isso: meninas com menos de 18 anos começaram a mandar fotos sem roupa. O que acabou estourando na imagem acima, quando uma menina de 15 anos enviou sua foto quase nua para a apreciação dos marmanjos. Sim, como você pode imaginar, isso se chama pornografia infantil. E é crime.
Claro que o BeautyMeter já foi retirado do ar. E causou mais uma dor de cabeça à Apple. Denecessária, diga-se de passagem. O que só comprova que, mesmo na corporações gigantes e supostamente bem-sucedidas, não há apenas um ou dois, mas sim uma série de funcionários que não têm capacidade para trabalhar ali.
Não era meio óbvio que isso iria acontecer? Mais grave ainda: e se a foto da menina de 15 anos não foi enviada pela menina, e sim por uma outra pessoa que só queria expor a garota. Ou, pensemos por outro lado: quem disse que ela realmente tem 15 anos? Ou seja, há uma série de detalhes num programa desses que a Apple está longe de poder controlar. O que significa que, nesses termos, ele jamais poderia ter sido aprovado. E tudo isso, até uma menina de 15 anos sabe…
Aos poucos, mas em doses cavalares, a Apple vai conseguindo transformar um negócio bem-sucedido em uma palhaçada. Da mesma forma que o sistema operacional do iPhone levou três gerações para ganhar o recurso de copiar e colar, os processos de aprovação de aplicativos na iTunes App Store já são piada pronta na boca de sites e blogs de tecnologia. A última da Apple - e que tornou-se a comparação favorita dos geeks - é entre o aplicativo Fracture e o SkyFart. Nenhum dos dois faz nada de útil (como a imensa maioria dos programas da loja virtual), mas se o primeiro simula rachaduras na tela do iPhone, o outro apenas simula flatulências (mais uma vez).
O SkyFart (o das flatulências) foi aprovado. O Fracture, que “quebra” a tela do seu iPhone e ainda “explode” os Ãcones, não. (Mais essa) bobagem da Apple tornou-se motivo de imensos tratados na web a respeito do esdrúxulo critério adotado pela empresa na hora de aprovar ou proibir um programa na iTunes App Store.
Como a revolta não costuma fazer o gênero de ninguém aqui, a gente acha engraçado, na verdade. Mas, disso tudo, o que impressionou mesmo foi o incrÃvel vÃdeo de apresentação do Fracture, preparado pela empresa que o desenvolve. Isso, sim, é uma propaganda decente. (Já sabe, “play” na tela abaixo). Só esse vÃdeo já era o suficiente para passar.
Sabe por que os aparelhos eletrônicos no Brasil custam uma fábula? Muito por causa do imposto de importação que é inexplicável. Como qualquer fã de produtos eletrônicos, nós, aqui da Phonedation, somos plenamente favoráveis à importação. O drama é quando alguns companheiros tupiniquins começam a importar a paranoia americana.
Mais cedo, postamos neste (nada) humilde espaço a abertura da iTunes App Store para programas X-Rated, com o update do Hottest Girls , que levava moçoilas como vieram ao mundo para a tela do seu iPhone/iPod Touch. Nós e a torcida dos Yankees demos a notÃcia.
Os leitores dos blogs americanos, claro, correram na loja virtual da Apple para brincar com o programa (o que é uma besteira, a internet tem milhões de fotos de seios gratuitas, mas enfim…). E descobriram que o aplicativo não estava disponÃvel. Assim, os blogs começaram a noticiar que a Apple, conservadora como ela só, havia banido o programinha.
Mas que nada… Os caras do Hottest Girls, vendo a confusão em torno da coisa, se apressaram em avisar que não era nada disso. Na verdade, os servidores ficaram entupidos de gente e eles mesmos tiraram o programa do ar.
Resumindo: o Hottest Girls ainda existe e outros aplicativos X-Rated já estão disponÃveis na iTunes App Store. Ou seja, a era dos iPorns está apenas começando mesmo…
A AdMob, agência especializada em publicidade para dispositivos móveis, vira e mexe, surge com algum levantamento interessante a respeito de aplicativos para iPhone. Na maioria das vezes, são pesquisas “convenientes”, que procuram mostrar como é bacana anunciar em programas para o celular da Apple. Em raras oportunidades, no entanto, os estudos mostram um pouco da vida como ela (realmente) é.
Foi o caso deste último levantamento divulgado pela agência. Ela rastreou 2.300 programas para iPhone/iPod Touch e concluiu que apenas 5% (ou seja, 116 aplicativos) eram considerados realmente ativos por 100 mil usuários ou mais. A imensa maioria só era usada por menos de 1 mil pessoas. E o mais interessante é que “ativo”, para a AdMob, significa que o programa foi usado pelo menos uma vez no mês.
O estudo só reforça o que todo mundo já está cansado de saber. Realmente a iTunes App Store tem como trunfo o fato de contar com uma boa base de programas - a maior entre as seis principais plataformas de smartphones -, mas a qualidade e a funcionalidade desses pequenos softwares ainda deixa (muito) a desejar.
Eram gurias de biquÃni e lingerie, mas eis que, por conta dos novos controles parentais adicionados à versão 3.0 do iPhone OS, a Apple liberou conteúdo adulto nos aplicativos da iTunes App Store. E, bem ou mal, o Hottest Girls, programinha de exibição de fotos e que custa US$ 1,99, pode ser considerado o primeiro app da loja virtual da Apple a ter nudez. (Eles até estão comemorando isso).
De certa forma, é como se eles fossem uma espécie de iFart dos seios. Em breve - muito em breve mesmo - milhares de programas com seios e bundas vão aparecer na iTunes App Store e até mesmo joguinhos com conteúdo sexual devem dar as caras (e outras partes do corpo) em um iPhone perto de você. A aposta é para ver qual o limite entre a criatividade dos desenvolvedores e a boa vontade da Apple.
Quem acompanha o mercado de smartphones e telecom na Phonedation já percebeu que os lançamentos, de um modo geral, seguem uma certa lógica geográfica: EUA/Canadá, depois Europa e, aà sim, América do Sul. A Ãsia flutua nessa escadinha, dependendo do fabricante - muitas vezes antes mesmo dos Estados Unidos. Exceção feita a algumas aberrações, como no caso do iPhone, que privilegia El Salvador e Guatemala, e deixa o Brasil na mesma turma de Senegal e Quênia , a sequência é normalmente essa.
Levando isso em consideração, se tudo ocorrer como o combinado, a BlackBerry App World, loja virtual de aplicativos para o smartphone de mesmo nome, pode pintar por aqui em breve. Depois de fazer sua primeira aparição nos Estados Unidos e no Canadá , em abril, a próxima parada deve ser Itália, Alemanha, Espanha e França, no dia 20 de julho. Como a Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, prometeu o Brasil até o fim do ano , podemos começar a imaginar que há uma boa chance de a loja dar as caras em computadores nacionais em setembro ou outubro.
A chegada da BlackBerry App World ao Brasil, quando ocorrer, a transformará na terceira loja de aplicativos, das seis majors , a desembarcar no paÃs. Por enquanto, já temos iTunes App Store e Nokia Ovi Store . Ficariam faltando Android Market e Palm App Catalog (mas os aparelhos desses sistemas operacionais ainda não estão à venda no mercado nacional) e Windows Marketplace for Mobile (mas essa não estreou nem lá fora).
Ainda que não tenha obtido o mesmo êxito alcançado em suas versões para PCs, Macs e consoles, a Electronic Arts, ninguém pode negar, investe com empolgação Ãmpar em jogos para iPhone. Depois de tÃtulos pops como SimCity e Need for Speed, chegou hoje à iTunes App Store outra famosa franquia da empresa, por obra da sua divisão móvel, a EA Mobile.
The Sims 3, que começa a ser vendido para PCs e Macs na próxima sexta-feira, desembarca no iPhone três dias antes pela bagatela de US$ 10. O jogo, embora tenha o mesmo nome, difere um bocado nas duas versões: a do iPhone, por limitações técnicas, é menor e menos dada a viagens pelo ambiente The Sims, ficando mais concentrada nas ações dos personagens - caracterÃsticas das primeiras edições de The Sims.
Como todo jogo que se preze, não está disponÃvel na iTunes App Store brasileira. Mas se você participar da nossa promoção , que está dando um iTunes Gift Card de US$ 15, pode gastar parte do seu prêmio comprando o joguinho na loja americana.
Exatos seis meses depois de estrear na operadora americana T-Mobile, o G1, da HTC, primeiro smartphone a rodar o Android, sistema operacional do Google para celulares, atingiu a marca de 1 milhão de aparelhos vendidos. É muito e é pouco. E a gente explica as razões.
A marca é bem impressionante se analisarmos que trata-se de um produto com apenas meio ano de vida, que sofre com alguns problemas de nascença (o principal deles diz respeito ao design) e comercializado por duas empresas (T-Mobile e HTC) que não são exatamente referência em seus segmentos (operadoras e fabricantes).
Mas ao mesmo tempo não é tanto assim, se lembrarmos que, mesmo com seis meses desde o nascimento, ele permanece como o único representante dos GooglePhones (ainda não há, oficialmente, outro aparelho que rode Android), e que seu principal concorrente, o iPhone, já vendeu quase quatro vezes mais.
Falando no bicho, a Apple anunciou hoje que chegou a 1 bilhão de programas vendidos na iTunes App Store, marca que está sendo celebrada no site da empresa. Mereceria mais aplausos e até destaque, não fosse a mancada que revelou que o número está muito, mas muito longe mesmo, de ser preciso.
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