Arquivado em: Mercado, Palm, iPhone — Tags:Apple, balanço, fiscal, Palm, trimestre — Alex em 22 de julho de 2009

Bom, saiu o balanço da Apple para o terceiro trimestre fiscal de 2009. Reporta o estagiário demissionário, coitado, que ele cometeu a estupidez de escrever “quadrimestre” fiscal em algum post recente. O que demonstra que o rapaz não é exatamente um craque em matemática. Q1, Q2, Q3 e Q4 se referem a “quarters”, o que significa 1/4 do ano, ou seja, trimestre. O ano fiscal, adotado pelas empresas, varia de paÃs para paÃs, e nos Estados Unidos, o Q3 (esse que estamos abordando, sobre a Apple) vai de 1 de abril a 30 de junho, portanto.
Isso esclarecido, continuemos… saiu o balanço da Apple para o Q3 de 2009. Vários números superlativos, o que não deixa de ser surpreendente, uma vez que as companhias estão quase todas operando no vermelho-sangue, e alguns dados interessantes no que nos diz respeito (iPhone e iPod Touch). Foram vendidos 5,2 milhões de iPhones nesses três meses, o que significa um crescimento de vendas em relação ao mesmo perÃodo do ano passado na casa de 620% e de lucro acima dos 300%.
Outro número importante aborda a queda na venda de iPods (incluindo aà todos os modelos). Foi pequena, na casa dos 10%, mas é queda do mesmo jeito. Só que o mais curioso, na apresentação do balanço, foi a ênfase dada pela Apple na nova geração do iPod Touch. A gente explica: aparentemente, para a empresa, a queda no volume de vendas dos iPods se deve ao interesse pelo Touch e pelo iPhone, o que pode significar que o iPod clássico, aquele velho de guerra, está mesmo com os dias contados, como já circulam alguns rumores. E, mais que isso, a Apple deve focar neste fim de ano em um novo iPod Touch, provavelmente com câmera e recursos de vÃdeo. Você sabe o motivo? Não? A gente sabe.
Mas enquanto Apple e investidores comemoravam, a empresa de consultoria iGR praticava uma bela maldade com a concorrente Palm, divulgando os números de vendas estimadas do Palm Pre, aparelho que concorre com o iPhone no mesmo segmento.
De acordo com o iGR (aquele gráfico acima), as vendas do Pre entraram em curva descendente e se estabilizaram em um patamar bem abaixo do que imaginava a Palm, na casa dos 20 mil a 30 mil aparelhos por semana. Isso depois de experimentar um boom na primeira semana, que passou dos 140 mil.
A comparação é maldosa, mas a Palm merece, de certa forma. Estagnar sua loja de aplicativos em 30 programas é de desanimar qualquer (novo) comprador.
Arquivado em: Mercado — Tags:perda, prejuÃzo, relatório, SonyEricsson — Alex em 17 de julho de 2009
Nessa semana de divulgação de relatórios das empresas a respeito do que eles chamam de Q2, o segundo quadrimestre do ano fiscal, vocês já viram aqui, que a vida da Nokia não está nada fácil. Mas na sede da empresa, na Finlândia, é certo que alguém, ao comentar o assunto, deve ter dito: - Podia ser pior. Podia ser a SonyEricsson.
SaÃram os resultados da SonyEricsson também, e o quadrimestre, como o mercado já imaginava, foi mesmo desastroso (na falta de adjetivo mais ameno). Além de vender apenas metade do número de celulares que vendeu no mesmo perÃodo de 2008 (13 milhões contra 24 milhões), a empresa registrou um prejuÃzo de 213 milhões de euros no quadrimestre (o que é pior ainda, considerando que havia registrado perda de 293 milhões de euros no Q1).
O presidente da SonyEricsson, Dick Komiyama, ao anunciar os números, fez o discurso padrão de que a empresa vai se reerguer e que providências estão sendo tomadas para voltar ao azul. Mas disse uma coisa que muito me intrigou: “Nós acreditamos que o restante do ano será muito difÃcil”. Ou seja, isso significa um Q3 ainda pior.
Se o senhor Komiyama me permite, eu gostaria de fazer uma breve consideração a respeito da situação, depois de ter lido seu discurso. A SonyEricsson não vai se reerguer se continuar trabalhando com o atual modelo, e todos sabemos disso. A solução para retomar o caminho do crescimento, em meio à crise, é uma só: enxugar. Mas não necessariamente o número de empregados. Enxugar a produção mesmo.
Não é o que ela parece que pretende fazer, visto que vai lançar uma série de aparelhos voltados para Facebook e outras coisas que algum executivo ouviu dizer que é legal, mas não sabe ao certo como implementar. (Aliás, esse é o grande problema da maioria das empresas de tecnologia. Tem muita gente lá dentro que não faz a mÃnima ideia do que está fazendo ali ou sobre o que está falando). Como a SonyEricsson não pretende enxugar nada, torço para que eu esteja errado. Aqui, nós temos uma inocente simpatia com o braço “Ericsson” da SonyEricsson - foi o primeiro celular de muitos de nós.
Arquivado em: Mercado — Tags:Apple, Generator Research, iPhone, Mercado, Nokia, pesquisa — Alex em 8 de julho de 2009

Setenta e cinco euros é a folha mensal de pagamento da Phonedation. Uma pena. Se eu tivesse os 75 euros, comprava a pesquisa da empresa Generator Research, publicada em janeiro (!?), mas que só agora veio a público. Entre (várias) outras coisas, diz a pesquisa que a Nokia está fadada ao inferno e que a Apple vai dominar o mundo (dos telefones celulares, claro). É sério.
O cenário traçado indica que a empresa finlandesa, lÃder de mercado em todo o planeta, com quase 40% dos aparelhos, chegará a 2013 com apenas 20%. E que a Apple, no mesmo perÃodo, atingirá 33%. Eu juro que queria saber como eles chegaram a esses números. Até porque 33% para a Apple significaria… hum… 80 milhões de iPhones.
A gente até entende que a Nokia não vem ajudando. E mesmo quando outros tentam ajudar, ela nega. Mas daà a uma reversão completa em apenas quatro anos, só mesmo gastando 75 euros para compreender. Se bem que, se você pensar em quatro atrás, quando nem iPhone havia…
Arquivado em: Mercado, Palm — Tags:Aparelhos, fracasso, Palm, sucesso, venda — Alex em 30 de junho de 2009
Os números ainda não são oficiais da Palm, mas o Charter Equity Research, que a gente só pode presumir que seja uma empresa especializada em análise de mercado, divulgou agora há pouco que o Palm Pre vendeu, nos últimos 24 dias (também conhecidos como “mês de junho”), em torno de 300 mil unidades.
O número sozinho e nada são a mesma coisa. Afinal, é muito telefone ou pouco? Bom, depende…
Se levarmos em consideração que tanto iPhone 3G, em 2008, quanto iPhone 3G[S], este ano, venderam 1 milhão de aparelhos em três dias, a média de cada um dos celulares da Apple seria de 300 mil em pouco mais de 22 horas, o que, comparadas com 24 dias, é até covardia. Ou seja, por esse ponto de vista, o Palm Pre é um fracasso completo, certo?
Mais ou menos. Se levarmos em consideração que todos (vou repetir: todos) os aparelhos da Palm venderam 350 mil unidades no quadrimestre anterior ao lançamento do Palm Pre, podemos imaginar que o Pre é um sucesso, isso sim. Afinal, ele, sozinho, levou 24 dias para vender quase a mesma quantidade que todos os seus irmãos, juntos, levaram 120.
Mas ainda não acabou. A matemática acima é só uma brincadeira. Nitidamente, um aparelho que vende 300 mil unidades em menos de um mês é, sim, um sucesso. Só que o rombo da empresa pré-Palm Pre (com o perdão do trocadilho péssimo), ultrapassava os US$ 100 milhões só naquele quadrimestre mencionado acima. E isso também é muito. No caso, muito prejuÃzo.
A questão, na verdade, é outra. Que o Pre é um sucesso, não há dúvida. Resta saber se será bem-sucedido o suficiente para tirar a Palm da lama.
Arquivado em: Mercado, Umbigo — Tags:AT&T, iPhone, iPhone 3G, James Bond, US$ 99 — Alex em 28 de junho de 2009
Como o domingo foi fraco de notÃcias, um dos três blogs de tecnologia mais importantes dos Estados Unidos, o TechCrunch, resolveu publicar um artigo a respeito do iPhone 3G (sem o [S]), que continua a ser vendido pela operadora americana AT&T, mas teve seu preço reduzido para US$ 99. Explica o site que a permanência desse modelo, com o preço novo, foi uma grande sacada da Apple para barrar concorrentes menores mas baratos.
O artigo classifica o iPhone 3G como James Bond e sai listando 21 aparelhos das quatro maiores operadoras americanas que são comercializados pelo mesmo preço, inventando “personagens” para eles. Tudo, claro, com o objetivo de mostrar que o iPhone de US$ 99 é muito melhor negócio do que qualquer outro celular de US$ 99 vendido atualmente em terras americanas.
Certo, a gente sabe que você já leu essa mesma análise aqui na Phonedation há quase um mês, e mais isso aqui no último dia 23. Mas como algumas das classificações dadas aos aparelhos são bem divertidas, eis o link para quem quiser descobrir o que é possÃvel comprar com US$ 99 (mais contrato, claro) nos EUA. Nada tão James Bond quanto um iPhone 3G, claro, mas é uma lista lúdica, lembrem-se…

A empresa de análise de mercado para produtos eletrônicos iSuppli tradicionalmente pega alguns dos aparelhos mais comentados do momento e destrincha para fazer uma análise das peças e somar seus valores com o objetivo de mostrar qual o preço de custo daquele produto. Claro que isso não é o foco do negócio deles, mas ajuda a ganhar um espaço (bom) nos sites de tecnologia e propaganda gratuita para seus reais serviços.
Eles já haviam feito isso com o iPhone 3G, à época do lançamento, e o preço de custo estimado do aparelho era de US$ 174,33. Agora, com o lançamento do iPhone 3G [S], a chaves de fenda do iSuppli voltaram à ativa para saber quanto a Apple gasta no brinquedo. Resultado: US$ 178,96, ou US$ 4,63 a mais que o 3G.
E você com isso? Bom, o cálculo do custo do iPhone 3G [S] e a redução do preço do iPhone 3G nos EUA para US$ 99 são dois bons pontos de análise para explicar como funciona a relação fabricante/operadora/você (até porque é você que paga essa conta no final).
Vamos pegar o iPhone 3G (sem o [S]). Quando a Apple, por exemplo, compra os componentes e monta o aparelho, ela gasta US$ 174. Ele não ficou mais barato de um ano para o outro. Não ficou para a Apple, mas ficou na operadora AT&T, já que sai atualmente por US$ 99. Como isso acontece?
Você, que não é bobo, sabe que a AT&T vai ganhar na conta do cliente. Mas como é essa matemática estratégica? As operadoras de todo o mundo compram os telefones dos fabricantes por um preço pré-estipulado. Se a Apple gasta US$ 174 para fabricar o aparelho, e a AT&T cobra(va) US$ 599 pelo iPhone 3G de 8GB sem contrato, o preço que a operadora paga à Apple é alguma coisa entre US$ 200 e US$ 600 por esse modelo. Muito provavelmente US$ 400, aproximadamente.
No Brasil, a operação funciona da mesma maneira, mas as operadoras daqui dependem, evidentemente, da variação do dólar. Como elas compram em lotes, a baixa do dólar agora ainda não influenciou no preço dos aparelhos, mas se a sua operadora é esperta e aproveitou para comprar vários brinquedinhos novos com o dólar abaixo de R$ 2, pode esperar que daqui a dois ou três meses, eles estarão mais baratos (se não houver nenhuma grande turbulência econômica).
É óbvio que isso varia de operadora para operadora e depende muito da negociação que cada uma faz com o fabricante, mas já dá para você saber que em agosto ou setembro, por exemplo, é bem provável que aquele celular que você está namorando tenha um valor na etiqueta bem mais convidativo do que agora.

Você pode até não entender as letrinhas, mas esse inacreditável anúncio em mandarim vende um aparelho chamado BlockBerry. Assim mesmo, com um “O” no lugar do “A”. As frases, traduzidas, seriam, mais ou menos, o seguinte: “Obama tem um BlackBerry. Eu tenho um BlockBerry”. (Honestamente, nem sei se é verdade, mas a gente adora a sutilieza dos publicitários chineses).
Só que o mais divertido do xing-ling de alta estirpe do anúncio acima nem é Barack Obama de “garoto-propaganda”, e sim o fato de o BlockBerry rodar Windows Mobile. Xerocado do BlackBerry Storm, o chinês tem um processador de 460MHz, touchscreen de 3.2 polegadas, Wi-Fi (coisa que o Storm verdadeiro não tem), Bluetooth, 3G e GPS. Ou seja, para um falsificadão, as configurações dão de dez em 90% dos aparelhos oficiais vendidos no Brasil, por exemplo…
Arquivado em: Mercado — Tags:3G, Anatel, BrasÃlia, relatório, Rio, teledensidade — Alex em 18 de junho de 2009
O tradicional relatório mensal sobre telefonia móvel da Anatel saiu hoje com uma estranha curiosidade. De acordo com a agência, o número de assinantes que usam a rede 3G aumentou de 1,43 milhão (ou 0,93% do total) em abril para 5,83 milhões em maio (3,71%). O relatório saiu e todos os sites de tecnologia passaram batido por esse número.
O problema é que o dado é muito estranho. Isso porque o número geral de novos assinantes nesses 30 dias cresceu 2,9 milhões. Ou seja, para o Ãndice ser real, seria necessário que todos esses assinantes tivessem optado por um celular 3G (o que é impossÃvel) e mais 1,5 milhão migrassem para a tecnologia.
Com ou sem 3G, porém, o que não para de crescer é a chamada teledensidade dos dois estados que mais têm celulares no paÃs (em relação ao número de habitantes): Rio e Distrito Federal. O DF, segundo o relatório, caminha para 1,5 aparelhos por habitante (teledensidade de 149,16), enquanto o Rio vai chegar a um telefone por pessoa (teledensidade de 99,65) agora em junho.
Arquivado em: Mercado, Netbooks — Tags:Intel, MID, Moorestown — Alex em 4 de junho de 2009
Fosse algo inovador, dirÃamos: - “Já ouviu falar em Moorestown? Pois prepare-se, porque esse nome blá-blá-blá…”, mas como se trata de um lançamento, até certo ponto, inócuo, vamos de: - “Já ouviu falar em Moorestown? Sorte a sua.”
A Intel uniu-se a cinco fabricantes não exatamente famosas - EB, Quanta, Inventec, Aava Mobile e Compal - para apresentar hoje, na Computex, em Taiwan, os protótipos da sua plataforma para dispositivos de internet batizada de Moorestown.
O drama aqui não é a plataforma em si, até porque nem vimos o brinquedinho rodando para saber como ele se sai, mas sim a aplicação dela em hardwares, no mÃnimo, desnecessários.
A Intel os chama de Mobile Internet Devices (MID), que basicamente são smartphones com bem menos recursos. O objetivo, muito provavelmente, é comer uma fatia dos netbooks, mas com aparelhinhos bem menores. O que esqueceram de avisar à Intel é que já há pequenos dispositivos que acessam a web e tem outras gracinhas de olho nesse mesmo nicho: são os telefones celulares.
Arquivado em: Mercado, Serviços — Tags:Playstation Portable, PSP, Sony, SonyEricsson — admin em 21 de maio de 2009

Primeiro vou contar a história como ela saiu hoje nos sites americanos de tecnologia. Depois, vou dizer o que isso indica. Divertidas especulações que surgiram sabe-se lá de onde levantaram a suspeita de que a Sony pretende lançar uma espécie de “Music Store†na sua rede de games (Playstation Network) para rodar no… Playstation Portable!?
Ok, a gente concorda que, à primeira vista, parece estranho. Tivemos até uma rápida discussão a respeito do assunto – mas depois pareceu fazer sentido. Se além de jogos, evidentemente, o dono do PSP usa seu aparelho para ver filmes, por que não poderia usar para comprar/ouvir músicas, certo? E, consequentemente, qual o melhor canal de distribuição online da Sony?
Claro que ainda são rumores, mas se a Sony seguir com a ideia, fica nÃtido que há uma corrente dentro da empresa que sequer leva em consideração o fato de existir uma joint-venture com o nome da Sony – chama-se SonyEricsson. Ora, se os japoneses querem transformar o PSP e, de carona, os novos players Walkman nos dispositivos para música, o que será dos celulares que carregam a marca?
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