Ausência do ZunePhone na CES leva irmãos mais velhos ao sucídio coletivo

Arquivado em: Off-Topic — Tags:, , , — admin em 31 de dezembro de 2008

zune-2008Sério, nenhuma dessas empresas deixa eu me preparar para curtir meu réveillon em paz. Primeiro foi a TIM, agora é a vez da Microsoft.

Aparentemente, hoje, por volta das 2h da matina, todos os Zunes 30GB do mundo decidiram por livre e espontânea vontade cometer suicídio, emperrando numa congelada tela de carregamento, como essa da foto ao lado. Parece uma mistura de piada com ficção científica, mas é verdade.

Donos do media player da Microsoft amanheceram o último dia do ano relatando problemas semelhantes em seus aparelhinhos, até que se descobriu desconfiou que o bug do milênio (+ oito) está mesmo afetando todos os Zunes 30GB do mundo que rodam o último firmware enviado pela Microsoft.

Mais cedo, agora há pouco, a empresa se pronunciou a respeito do assunto, dizendo que está ciente do problema e que trabalha para encontrar uma solução o mais rápido possível.

Enquanto a solução oficial não vem, diversos donos de Zunes congelados já descobriram um “jeitinho†para fazer o seu aparelho ressucitar: desconectar bateria e HD e colocá-los de volta, o que, supostamente, deve resultar em um providencial reset no relógio interno do Zune, reanimando-o à vida. Claro que, notem bem antes de prosseguir com a operação, essa brincadeira fará a garantia ir para o espaço.

Google confirma aplicativos pagos no Android Market até abril. Oito países na lista

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Não, claro que não tem Brasil, está doido? Recebemos o iPhone 3G depois de El Salvador, vamos ter Android Market? Evidentemente que não.

De qualquer maneira, é bom saber - e informar - que os desenvolvedores para Android estão sendo comunicados via e-mail, pelo executivo do Google Eric Chu, que a programação de começar a cobrança pelos programinhas (a exemplo do que já ocorre na iTunes App Store) continua valendo. Em algum momento do primeiro quadrimestre (isto é, até abril), o Android Market aceitará pagamento pelos apps.

De acordo com o Google, a implantação do sistema começa nos Estados Unidos e na Inglaterra, num primeiro momento, seguidos por Ãustria (!?), Alemanha e Holanda, para, numa terceira fase, chegar a Espanha, França e Itália.

“E a gente? E a gente?â€, você deve estar perguntando. Bom, a gente senta, espera e chora.

Telecom Itália decide mandar Luciani, um “craque” em história, para presidir a TIM Brasil

Arquivado em: Operadoras — Tags:, , , , , — admin em 30 de dezembro de 2008

luca-luciani

Já estava aqui preparando a cidra Cereser com cheiro de vinagre para me esbaldar no réveillon amanhã, quando a TIM Brasil me faz o favor de confirmar que Luca “Napoleão†Luciani será o novo CEO da empresa por aqui.

Se você não faz idéia do quanto isso é engraçado curioso, para dizer o mínimo, vai ali na geladeira e busca uma Coca antes de continuar lendo.

Dificilmente você vai ler isso, desta maneira, em outro lugar porque a “imprensa estabelecida†a) morre de preguiça de apurar notícias, b) normalmente descreve essas substituições nas grandes corporações cheia de dedos para não perder publicidade. Como a TIM não anuncia aqui (e se anunciasse, a gente publicava do mesmo jeito), vamos associar o nome à pessoa.

leia-antesO Luca Luciani que é executivo de altíssimo escalão da Telecom Itália e será presidente da TIM Brasil é o mesmo que em agosto deste ano virou estrela do YouTube por conta de um vídeo de uma de suas palestras motivacionais para gerentes de vendas da companhia. Na palestra, o sujeito enaltece a grandeza de Napoleão Bonaparte na batalha de Waterloo, enumera suas qualidades e convoca o seus ouvintes (no caso, empregados da Telecom Itália) a alcançar seus objetivos como Napoleão: “Com estratégia, idéias claras, determinação e força, Napoleão fez de Waterloo sua obra-primaâ€, disse Luciani.

Napoleão, todo mundo sabe, menos o futuro presidente da TIM Brasil, foi massacrado na Batalha de Waterloo pela Inglaterra e pela antiga Prússia, em 1815, tendo que buscar exílio nas Ilhas Santa Helena, onde morreu seis anos depois.

O vídeo, claro, foi parar no YouTube, apesar das frustradas tentativas da Telecom Itália de retirá-lo do ar. Para completar, Luciani virou piada em uma série de humorísticos da TV italiana e teve de pedir desculpas publicamente pelo erro grotesco.

O curioso é que a Telecom Itália realmente queria substituir o atual presidente da TIM no Brasil, Mário César Pereira de Araújo, há algum tempo. Insatisfeita com o desempenho da operadora no Brasil, depois de um ano bem aquém do esperado, quando a TIM não só perdeu a segunda colocação em número de clientes para a Claro, mas também registrou um prejuízo gordinho no meio de 2008, com mais de R$ 30 milhões negativos, a Telecom Itália supostamente estaria mandando um dos seus para arrumar as coisas por aqui.

Com a confirmação do nome de Luciani, no entanto, fica difícil saber se a Telecom Itália pretende realmente alavancar as operações no Brasil ou se está só despachando seu “craque†em história européia para bem longe da batalha de Waterloo.

Mário César de Araújo passa a ser presidente do conselho da TIM Participações, o que, em português claro, significa que ele manteve o salário, mas perdeu o poder. Araújo chegou à TIM em 2003, vindo da Tele Centro-Oeste Celular (TCO), que - desculpe o mau jeito - nunca foi famosa pelos excelentes serviços prestados à população.

Aos clientes e funcionários da TIM, resta torcer para que Luciani não conduza os negócios como o seu modelo de “estratégia, idéias claras, determinação e forçaâ€, Napoleão Bonaparte.

iPhone desbloqueado na França e o preço nas alturas: R$ 3 mil

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iphone-orangeEu não sei se a culpa é das operadoras e a latente incapacidade de se comunicar com os clientes, mas criou-se no Brasil, especialmente, e em outros países do mundo, em menor escala, a lenda de que celular bom é celular desbloqueado. A questão aqui nem é discutir a validade dos contratos que os clientes são obrigados a assinar com as empresas, por dois anos (embora não ache que nós sairíamos trocando de operadora todo santo mês se o tal contrato não existisse), mas tentar enxergar melhor aonde o calo realmente aperta.

O que as operadoras fazem - e, sim, isso é uma estratégia comercial - é atrelar o cliente a um plano para garantir uma mensalidade recheada no fim do mês de cada um deles. Nem acho que seja a maneira mais correta de se fazer negócios, mas está longe de ser o crime que uma turma costuma pregar.

Quando elas pegam um celular de R$ 1 mil e vendem por R$ 100 para os clientes (desde que eles se comprometam a passar dois anos na operadora), é óbvio que a empresa espera lucrar os R$ 900 e mais uma boa quantia de dinheiro ao fim do período. Mas e quando não há subsídio? O que acontece? E - mais ainda - o tal “desbloqueioâ€, tão alardeado por quem entende pouco ou nada do assunto, é mesmo vantagem para o consumidor?

Bom, em alguns casos, sim, já em outros…

Tomemos como exemplo o iPhone na França. O governo, por razões que só Deus sabe, decidiu intervir num negócio entre duas empresas privadas e proibir a exclusividade do aparelho na operadora Orange. Liberado que está, o iPhone deveria ser vendido pelas demais companhias francesas, incluindo aquelas que querem vendê-lo livres de contrato (ou seja, não necessariamente operadoras). Resultado: a Fnac francesa começou a comercializar o celular da Apple para quem bem entender - turistas, incluídos. Basta passar na loja (a da Champs-Elysées é genial), botar o aparelho embaixo do braço, levar ao caixa, desembolsar R$ 3 mil e ir embora com ele.

Opa! Como? R$ 3 mil??? Exatamente. A Fnac começou a vender os celulares sem subsídio e os preços não são nada agradáveis. O aparelho de 8GB custa 799 euros e o de 16GB sai por 899 euros. Nem precisa pegar a calculadora: são R$ 2.925,00. Vantagem para quem, afinal?

O povo anda excitado com o Fennec, mas poucos mexeram nele

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Depois que a Mozilla liberou a versão Alpha 2 do Fennec, seu navegador para dispositivos móveis, muita gente se interessou, leu a respeito, mas poucos realmente mexeram nele como deve ser, ou seja funcionando num celular. Não é culpa nossa (estou incluído entre aqueles que não cutucaram a raposa do deserto com vara curta), mas da própria Mozilla, uma vez que o navegador só funciona no Nokia N810.

Mas embora pouquíssimos blogueiros e/ou jornalistas tenham realmente se aventurado a provar das funcionalidades da raposinha, todos andam empolgados com as possibilidades do Fennec, a principal delas, usar os add-ons do Firefox numa versão “celularizada†(o que seria mesmo bem interessante).

Independentemente de como venha o Fennec, esse frisson em torno de um produto open-source e que só deve começar a ser despachado para downloads em julho do ano que vem (ah, o ano que vem está logo aí), só mostra aquilo que a gente aqui vem dizendo desde que esse blog foi ao ar pela primeira vez, há dois meses e meio: tem uma belíssima vaga aberta no campo da telefonia móvel para ser o Internet Explorer dos celulares. Opera, Safari, Firefox, Explorer… estão todos ainda sem lugar cativo garantido.

As melhores empresas para se trabalhar: Apple em 19º; Motorola e AT&T entre as piores

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att-logo-blurAberta a porta de vidro da Glassdoor, especialista em análise de mercado de trabalho que, já há algum tempo, produz aquelas polêmicas e igualmente interessantes listas dos melhores lugares para se trabalhar nos Estados Unidos.

A deste ano saiu hoje, penúltimo dia de 2008, partindo da lógica que ninguém vai melhorar até dia 31. Na liderança, a General Mills, que normalmente abocanha uma das 10 primeiras posições em todas as listas do gênero. Na área de tecnologia, quem aparece na frente é a Netflix (aquela mesma dos vídeos on-demand), em terceiro lugar, seguida de perto pela Adobe, em quarto. O Google é apenas o sétimo colocado (já viveu dias bem melhores) e a Apple surge num modesto 19º lugar.

Feia a coisa mesmo está para a galera da telefonia móvel, nossos “colegas de trabalhoâ€, de uma certa maneira. Motorola e a operadora americana AT&T figuram entre as 50 empresas mais mal avaliadas, nas posições 34 e 49, respectivamente. De acordo com a Glassdoor, o pior lugar para se trabalhar nos Estados Unidos é a DHL, aquela de entregas de encomendas e que involuntariamente jogou Tom Hanks numa ilha deserta.

Quem quiser conferir o ranking inteiro, em inglês, pode acessar o site da Glassdoor aqui.

Quanto você paga por uma mensagem de texto? Para a operadora, ela não custa nada

Arquivado em: Operadoras, Serviços — Tags:, , , — admin em 29 de dezembro de 2008

Vou pegar a última conta do meu celular, que deu exatos R$ 235. Não costumo mandar muitas mensagens SMS (torpedos), talvez umas duas por dia, em média, tanto que no mês desta conta foram apenas 55. O custo delas, segundo me informa a operadora: R$ 16,50, ou R$ 0,30 por mensagem.

Convenhamos, R$ 16,50 numa conta de R$ 235 passam quase despercebidos, não fosse um detalhe: sabe quanto custa uma mensagem de texto para as operadoras? Zero. Isso mesmo: nadinha.

Reportagem do jornal New York Times mostrou como as operadoras de telefonia móvel nos Estados Unidos (e, por conseqüência, no resto do mundo) cobram de seus clientes por um serviço que, para eles, têm custo nenhum (ou algo muito perto disso). De acordo com o jornal, que fez um levantamento a respeito do uso de mensagens de texto, entrevistando inclusive gente de dentro das empresas, o custo de uma SMS, para as operadoras, é muito próximo de zero. Nada mesmo. Mais ainda: as mensagens sequer usam a mesma banda de dados que leva as chamadas, por exemplo.

A controvérsia do “iPhone Pro”: você gostou? A gente não…

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iphone-pro

Diante dos rumores a repeito de um possível, mas improvável, nascimento de um iPhone nano, o americano Mat Brady, leitor do site Gizmodo, deu uma espécie de resposta (que talvez estivesse escondida dentro de cada um de nós): nano, my ass, eu quero mais recursos!

Pensando nisso, abriu o Photoshop no computador de casa e começou sua criação. Improvisou um teclado físico QWERTY, uma câmera frontal, outra de maior resolução atrás, e aumentou, em sua imaginação, a capacidade de armazenamento do aparelho para 60GB.

A galera do site gostou da idéia e adaptou-a, especialmente no que diz respeito ao teclado, adicionando comandos direcionais e botões para jogos, copiados da Nintendo, mas tá valendo. Pronto: o desenho (esse acima), batizado de iPhone Pro, ganhou a web e a turma aplaudiu.

Mas a gente aqui tem problemas com ele.

Expliquemos: filosoficamente falando, Mat Brady tem toda a razão. A câmera do iPhone é bem vagabunda, a falta de uma secundária frontal é gritante e a capacidade de armazenamento, atualmente limitada a 16GB, poderia ser bem maior. O teclado é controverso, mas vá lá… digamos que seja imprescindível também.

O desenho de Brady é muito bacana, mas parece simplesmente impossível, ao contrário do que os sites de tecnlogias americanos andam alardeando. Primeiro, esqueça os 60GB. Para ser de 60GB, o HD teria de ser físico e bem mais parrudo, e não SSD, como os atuais. Até existe SSD de 64GB rodando por aí, mas ele custa uma pequena fortuna, por enquanto.

A câmera frontal seria a mais fácil de resolver, mas já não sei se dá para dizer o mesmo em relação à traseira, que teria, vamos chutar, 5MP, no mínimo, isso sem contar o flash.

Agora, o teclado é que são elas. Ali, do jeito que está desenhado, parece lindo. Mas onde nessa vida que um teclado slide daquele, com D-Pad ainda por cima, não vai deixar o iPhone com pelo menos o dobro da espessura atual? E é aí que entra a dúvida: vale a pena fazer um celular duas vezes mais grosso e duas vezes mais caro para adicionar esses recursos? Ao contrário do Gizmodo, não creio. Mas em 12 ou 18 meses, quem sabe…

LG vai apresentar o relógio dos Jetsons na CES 2009

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lg

Essa belezura da foto é a concretização de uma tecnologia inevitável, por assim dizer. Quem é mais idoso e foi ao Paraguai, na época em que a cidade da fronteira ainda se chamava Puerto Stroessner, para comprar um Casio Data Bank que tinha calculadora e guardava 10 (dez!!!) números na memória sabe bem do que eu estou falando.

O relógio-celular, ou watchphone como os gringos chamam, chega pelas mãos da LG na Consumer Electronics Show (CES) 2009 que começa agora no início de janeiro. A tela é minúscula (1,43 polegadas), mas é sensível ao toque, de onde se aperta as teclas para fazer as ligações. Ele tem ainda tecnologia 3G, vídeo-conferência (claro!!!), Bluetooth e MP3 player. Relaxe, vem com um fone, até porque ficaria muito estranho se você tivesse de levar o pulso ao ouvido para conversar.

Não está confirmado, mas parece que o LG GD910 também mostra as horas…

Por enquanto, sem preço e sem data de lançamento, mas segundo informou a própria LG, o watchphone começa a ser vendido primeiro no Japão - afinal, os japoneses são muito mais Jetsons do que o resto do mundo.

Bono e a incrível lenda do mico-leão prateado

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bono-u21Mais uma prova do que eu sempre digo: bom gosto e conhecimento musical são imprescindíveis na vida.

Provavelmente empolgados por acharem que o U2 ainda é uma banda de rock, dois blogs brasileiros publicaram, entre ontem e hoje, que Bono e cia. fariam uma apresentação na MacWorld Expo, lançariam um single e apresentariam um novo iPhone, Product RED, vermelho, evidentemente, da campanha que arrecada fundos para combate à Aids na Ãfrica.

A “notícia†saiu num blog de fãs do U2 (daí você tira o grau de confiabilidade da fonte) e foi xerocada por nossos colegas tupiniquins. Ao fim do dia, na Europa, o blog do U2 divulgou que era uma brincadeira de Dia dos Inocentes (o Dia da Mentira deles) na Espanha, que se celebra em 28 de dezembro. Vejam o post aqui.

Nossos amigos que publicaram a barrigada (termo jornalístico para quem divulga ou prevê algo que não existe) podem não saber - até porque nenhum deles é jornalista mesmo -, mas isso é bem comum em vários países do mundo. Em meados da década de 90, por exemplo, a WWF mandou um release para os veículos brasileiros confirmando a descoberta de uma nova espécie, o mico-leão prateado. Era claramente uma brincadeira de 1º de abril.

Claro que é muito chato cometer um erro desses. Você tira a credibilidade do seu próprio veículo que, na ânsia de colocar a nota no ar, não procura checar com mais de uma fonte ou ter um bom senso apurado para ver de onde vem a coisa. Mas não é nada de outro mundo. Grandes jornais já fizeram essa bobagem.

Só fica um conselho para a galera que publicou a barrigada. Serve para o caso do U2 e para todas as outras que vocês eventualmente cometerem daqui para frente. Quando um veículo sério faz isso, ele se retrata, ok? Simplesmente dizer “caímos numa brincadeira do Dia da Mentira, não tínhamos como saber†não é uma retratação com os leitores. Retratação é dizer que errou, explicar o erro e pedir desculpas. Até porque existe uma diferença imensa entre pedir desculpas e inventar desculpas.

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