Arquivado em: Aplicativos, iPhone — Tags:iPhone, jogo, PowerBoat Challenge — admin em 30 de novembro de 2008
Como não há jogos para iPhone na iTunes App Store brasileira, os donos do iPhone 3G daqui ficaram reféns da boa vontade de alguns (pouquÃssimos) desenvolvedores.
E o que é essa boa vontade? Mudar a categoria do seu joguinho de “Games†para “Entertainment†no Brasil, o que faz com que ele possa ser vendido tranquilamente no paÃs. Qualquer um que faça isso e tenha um jogo com o mÃnimo de qualidade (mÃnimo mesmo) começa a vender seu aplicativo no Brasil como água.
No caso do PowerBoat Challenge, que lidera a lista nacional de aplicativos pagos, um pouco mais de água que o normal.
Está na categoria “Entertainmentâ€, mas é um jogo. Daqueles clássicos de corrida. Só que com um barco. Antes de mais nada, precisamos destacar, ele não é gratuito: custa US$ 1,99, ou aproximadamente R$ 4,50. Então, se for baixá-lo, saiba que está pagando por ele.
PowerBoat Challenge está longe de ser uma obra prima. Mesmo para iPhone. Na iTunes App Store americana há jogos de corrida bem melhores. Mas para os padrões nacionais, onde não temos nada, é uma pedida até razoável.
A Phonedation testou o PowerBoat Challenge, um joguinho com gráficos apenas razoáveis, música entediante e jogabilidade mediana. Mas, por incrÃvel que pareça, não deixa de ser divertido. Nele, você controla um dos quatro barcos que disputam corridas pelos rios. Há uma variedade boa de circuitos.
O objetivo, claro, é chegar na frente dos demais, mas sem esquecer de contornar as bóias do lado certo. Se você perder três bóias, um abraço.
Há duas maneiras de controlar o barco. Tocando na parte superior da tela dos lados direito e esquerdo ou usando o acelerômetro. O modo de toque torna o controle mais fácil, vamos logo adiantar. Depois de duas ou três corridas, você já está craque. E seu estilo vai melhorando conforme o andar do jogo, bem como os prêmios que você ganha em cada etapa.
Agora a pergunta que interessa: vale R$ 4,50? Não creio. Mas eu sou bem mais exigente do que a turma que comprou. Na iTunes App Store, por exemplo, há vários reviews elogiando o game.
Há de se dar um desconto (para os mais empolgados). Estamos esperando o show principal e batendo palmas até para poste enquanto a atração verdadeira não vem. Que a iTunes App Store brasileira passe a ter joguinhos ou que mais desenvolvedores mostrem como essa restrição é tola liberando os jogos na categoria “Entertainmentâ€. Se é só uma questão semântica, qualquer jogo é entretenimento.
Arquivado em: Aparelhos — Tags:Motorola, Razr, Razr Ruby, V3 — admin em
Eu já tive um V3. Foi em 1412… Bons tempos que jamais retornarão. O celular era uma coisa: o que tinha de ordinário tinha de bonitinho - assim como o dono -, e só não fomos felizes para sempre porque… hum… lamento informar, isso não existe.
Então é com extremo pesar que dou a notÃcia: o V3 (ou Razr) está realmente com os dias contados. Tipo metástase.
A Motorola cancelou o lançamento do Razr Ruby, uma espécie de V3 misturado com aquele A1200 (o primeiro celular metrossexual do mundo), que seria o último suspiro do aparelho. E, pelo que dá para entender disso, a era do Razr acabou para a empresa (que ninguém me escute/leia, mas já havia passado da hora).
Depois de sepultar o V3 (e suas variações), a Motorola vai focar esforços em tentar fazer um novo campeão de audiência. Ou mais de um. E, embora os planos da empresa para o sistema operacional Android só enxerguem o fim de 2009 ou inÃcio de 2010, podem acreditar: será dali que pode surgir o novo Ãcone que a Motorola tanto procura.
Arquivado em: Aplicativos, iPhone — Tags:iPhone, Joost, teste — admin em
Sucesso estabelecido em navegadores, o Joost estreou mal no iPhone. Seu aplicativo para o celular da Apple veio a campo neste fim de semana, mas não conseguiu mostrar serviço ainda.
Testamos o programinha, que deveria funcionar da mesma forma que o pré-instalado YouTube. Até porque sua função é relativamente simples: rodar em streaming os vÃdeos do site. Leu o “deveriaâ€, né? Bom, isso porque foi simplesmente impossÃvel rodar qualquer vÃdeo: grande, médio, pequeno, tanto faz. Em todas as tentativas, e nós tentamos bastante, apareceu uma mensagem de erro. Então, até que saia a correção, que fique bem claro: não é que ele tem “pequenos problemasâ€. Ele não funciona, got it?
Usando a mesma rede Wi-Fi testada para fazer funcionar o Joost no iPhone acessamos o site num computador normal. O vÃdeo escolhido - um clipe do Kings of Leon com a musicaça “Use Somebody†- rodou sem problemas ou qualquer engasgo. (Sim, aqui na Phonedation até nosso gosto musical é muito melhor do que em outros blogs…).
Quando passar a trabalhar, o Joost será uma boa opção ao YouTube no iPhone. Mais organizado e com interface melhor, o site pareceu (não dá para ter certeza) se ajustar bem ao celular da Apple. Mas há uma restrição: ele não funciona em rede 3G, apenas em Wi-Fi.
Arquivado em: Aparelhos, Symbian — Tags:Nokia 7310, Nokia Build, personalização, Supernova — admin em 29 de novembro de 2008
Sabe aquele ditado meio Polyana que diz que o melhor carro do mundo é aquele que você dirige, simplesmente porque é seu? Pois bem, no universo dos telefones, isso vai passar a ser verdade. Grudar aqueles adesivos bregas no aparelho? Já era. Customizar a home-screen do seu iPhone? Tolice. A Nokia está testando uma personalização de celulares bem diferente de tudo o que você já viu (pelo menos nesse setor).
O Nokia Build, ainda em fase de testes, permite que você desenhe no celular, “suba†uma imagem do próprio computador para “colar†no fundo dele, aplique backgrounds pré-estabelecidos e adesivos virtuais ou escreva uma palavra ou mensagem no aparelho. Tudo a seu gosto. Basta exercer a criatividade, pagar e receber um Nokia 7310 Supernova pelo correio.
O serviço, por enquanto, está sendo avaliado pela Nokia inglesa. Se funcionar, será expandido, evidentemente (deve chegar aqui logo depois de aportar em El Salvador, aguardem).
O aparelho em si, o tal Supernova, no entanto, é fraquinho. Um celular comum, com câmera de 2MP, entrada para cartão e music player, que roda Symbian S40. Você pode conferir as especificações dele (em inglês) aqui. Mas o grande barato é deixar o telefone com a sua cara (se você quiser, literalmente).
Arquivado em: Aplicativos, Symbian — Tags:celular, E90, N82, N95 8GB, Nokia, Quake 3 Arena, Quake III — admin em 28 de novembro de 2008
No próximo dia 2, um dos três mais importantes games de tiro em primeira pessoa vai completar nove anos desde que foi lançado. Quando surgiu, em dezembro de 1999, o Quake 3 Arena pregou muito marmanjo em frente ao computador (incluindo este que vos fala/escreve).
Pois agora o Quake 3, enfim, chega aos celulares. A poucos, é verdade, porque não vai ser qualquer configuração que rodará um jogo desses. E o que é melhor: em modo multiplayer. E o que é melhor (parte 2): com suporte a mouse e teclado, caso você não queira ser arrasado por seu adversário por conta dos minúsculos botões do telefone.
Portanto, se você for o feliz dono de um N82, E90 ou N95 8GB (o N95 tradicional não funciona), todos da Nokia, prepare-se para reviver grandes duelos e mate sua sede (de sangue) aqui.
Se eu disser o nome Stephen Fry, você provavelmente levará um bom tempo até associar o nome à pessoa. Mostrar uma foto do sujeito ajudará, mas talvez o confunda ainda mais. Melhor dissipar o mistério logo: Fry é um ator inglês - e como 90% deles, bem mais famoso na Inglaterra do que no circuitão -, conhecido do grande público por ser o narrador dos filmes de Harry Potter e não por seus papéis mais marcantes, como em “Gosford Park” e em “Um Peixe Chamado Wanda”.
O que eu não sabia é que Stephen Fry é blogueiro. E de tecnologia. Tá, é um blogueiro meia-boca, que escreve de vez em quando e se esmera em posts intermináveis, mas nitidamente é geek até o último grau.
Pois depois de David Pogue foi a vez de Fry desabonar o BlackBerry Storm. Sem meias palavras, como é de costume. “Estive brincando com o BB Storm. Inacreditavelmente ruim. Eu quero dizer: embaraçosamente horrorosoâ€, lamenta o ator. E continua: “Os problemas são terrÃveis. Tela imprecisa, reconhecimento da digitação vagaroso… E olha que eu queria muito gostar dele. Ah, e o GPS não funcionaâ€.
Fry não é David Pogue, mas na Inglaterra ele é adorado. Como gosta de falar de tecnologia, aparentemente tem um número razoável de seguidores. Atiçou minha curiosidade em colocar as mão no BlackBerry Storm. Não acredito que o aparelho seja tão ruim assim.
Mas digamos que seja. Digamos que o novo BlackBerry seja um desastre sem precedentes na história de telefonia móvel. Daà só me restará uma alternativa: vou seguir a cartilha Francis/Mainardi de atração de atenção. Dedicarei um post gigante (como os de Fry) para falar bem do Storm e remar contra a maré.
Arquivado em: Mercado, Symbian — Tags:GPS, Nokia, pesquisa — admin em
Se alguém me relatasse a seguinte pesquisa e não dissesse quem a encomendou, eu levaria muito tempo para acertar. Sempre parto do pressuposto que empresas que alcançaram determinado patamar não cometem (ou ao menos não deveriam cometer) esse tipo de erro primário.
Daqui para frente, vou evitar adjetivos e contar como aconteceu. A Nokia divulgou um estudo que mostra que os brasileiros ainda não se adaptaram aos sistemas de navegação via satélite. Foi uma pesquisa grande, feita em 13 paÃses com mais de 12 mil pessoas. Dos 1 mil brasileiros pesquisados, apenas 5% disseram que usam/usariam a tecnologia GPS no seu dia-a-dia.
Parece tranqüilo, por enquanto, mas eis que vêm as sub-questões. Diz o levantamento:
- 10% dos entrevistados faltaram a um casamento ou a um “encontro romântico†por falta de orientação.
- O brasileiro é mais desorientado em viagens ao exterior: 31% disseram ter se perdido quando estavam fora do paÃs.
- 15% dos pesquisados afirmaram passar informações erradas para quem está desorientado.
- Em Fortaleza, 31% das pessoas admitiram passar informações erradas de propósito para turistas perdidos.
- E, por fim, 30% dos perdidos culpam seus parceiros pela confusão.
Não preciso nem dizer que o fim do levantamento da Nokia mostra que um número X de pessoas (25%) usam sim essa maravilha da tecnologia, o GPS, e um número Y (13%) o fazem em seus maravilhosos celulares. Só faltou uma nota de rodapé dizendo quais os aparelhos da Nokia compatÃveis com GPS e seus respectivos preços e configurações.
Sério. Confesso que me impressiona o fato de alguém mandar fazer uma pesquisa dessas, nesses termos. Não havia uma santa alma nessa reunião para dizer: - Gente, legal, mas não vai ficar muito escancarado que estamos tentando manipular?
Agora, mais impressionante mesmo é quem publica esse tipo de pesquisa, levando-a a sério. E, acreditem, houve alguns veÃculos da “mÃdia estabelecida†que fizeram isso.
Lembram do nosso estagiário que esteve no Japão? Pois além dele há uma estagiária. E ela tem um Nokia e um MacBook preto. (O que só mostra que todo mundo aqui na Phonedation ganha mais dinheiro do que eu, isso é óbvio).
Comentou a moça que nunca teve problemas para transferir seus arquivos do celular (música, vÃdeos e fotos) para o Mac e vice-versa. Sempre o fez via Bluetooth e as coisas funcionaram perfeitamente. Mas quando ela bateu o olho nas screenshots do Nokia Multimedia Transfer, aplicativo recém-lançado em fase beta, deu-se conta que a funcionalidade da coisa toda, via assistente Bluetooth, sempre foi muito mais trabalhosa. Ou seja, era infeliz e não sabia.
Embora iPhone e MacBook (Pro) sejam da mesma empresa, há donos de computadores Macs que, por uma razão ou outra, têm um Nokia em vez de um iPhone. E a Nokia sabe disso. O Multimedia Transfer chega para preencher esse espaço.
Com o programa, fica muito mais fácil essa via de mão dupla e bem mais organizada a vida de quem tem, por exemplo, uma câmera poderosa no celular e vive transferindo as fotos para o Mac.
Mais do que facilitar essa ação do dia-a-dia para os usuários de Mac, o programa é uma espécie de teste para o lançamento que a empresa finlandesa prepara para dezembro: uma suÃte Ovi completa para quem comprou computador com Steve Jobs. Quem quiser baixar o Multimedia Transfer pode correr aqui. No site há a lista dos mais de 60 celulares compatÃveis com o programa, que funciona com Tiger ou Leopard.
Arquivado em: BlackBerry — Tags:8900, Alemanha, BlackBerry, Curve, T-Mobile — admin em 27 de novembro de 2008
A gente sabe que essa conta jamais poderia ser feita assim. De qualquer forma, ela não deixa de ser verdadeira (e, sim, serve para comparar com o tratamento que você recebe por aqui, por que não?). O braço alemão da operadora T-Mobile lançou não-oficialmente o BlackBerry Bold 8900 em terras germânicas hoje. (Não-oficialmente significa que ela não falou sobre o assunto, mas já há gente comprando e levando o seu para casa).
Sabe qual era o preço previsto? Cinco euros. Tá, mentira: €4,95, na verdade. Você não leu errado: quatro euros e noventa e cinco cents. Ou o equivalente a R$ 15. O contrato não difere muito daqueles aplicados nas operadoras americanas: 24 meses, o que é uma “pechinchaâ€, levando em consideração que você vai pagar módicos R$ 15 num celular bastante razoável.
Segue a lista: câmera de 3.2MP, Wi-Fi, GPS integrado, entrada para microSD, o que significa até 16GB de armazenamento, e o resto de sempre (e-mail, internet, multimÃdia etc.). Ok, não é 3G - você fica limitado à conexão EDGE - mas, na boa, por 5 euros, who cares?
Não se convenceu? Para se ter uma idéia, o BlackBerry 8310, bem mais antigo, na Claro, custa R$ 1 mil no plano de 100 minutos.
OBS: Você, esperto que é, notou que o teclado da foto é QWERTZ em vez de QWERTY. Mas é assim mesmo: na Alemanha “T†e “Z†vêm lado a lado. Provavelmente por causa do excesso de “Schultzâ€.
A empresa Tagshop deu o pontapé inicial num mercado que sequer ensaiou os primeiros passos no Brasil: o de compras pelo telefone celular. Estamos acostumados a usar o telefone para pagar por votos na eliminação do Big Brother, mas comprar produtos não é nossa praia. (Se serve de consolo, não é a praia de ninguém ainda).
Esse é um mercado que nunca decolou por que está difÃcil achar a fórmula certa para pilotá-lo. A proposta da Tagshop não tem nada de nova, mas ao menos parece consistente. O problema é que a idéia requer uma certa boa vontade tanto de compradores quanto de vendedores.
Os primeiros precisam se cadastrar para comprar. E os vendedores também precisam usar o cadastro, mas para poder exibir as tags dos produtos nos anúncios. O site da Tagshop traz o passo-a-passo para as duas “pontas†dos futuros negócios.
Isso feito, basta enviar uma mensagem de texto para um determinado número com a tag do produto que você quer comprar. Ele será debitado no seu cartão de crédito e você recebe o produto em casa.
A funcionalidade do projeto no dia-a-dia é que parece um tanto restrita. Se eu estou na rua e vejo um produto, melhor comprar com o vendedor na loja, certo? Se eu estou na internet, melhor usar o computador.
E em quais situações a compra por SMS pode, então, ser realmente útil? A própria Tagshop dá a dica em seu site. “Você não precisa mais recortar ou guardar revistas, anotar anúncios de outdoor para comprar depois o produto que você quer agora.†Pode ser, mas ainda assim parece limitado.
Para ver como funciona essa teoria na prática, a Tagshop escolheu Ribeirão Preto. Moradores da cidade podem comprar três tÃtulos na livraria Paraler com generosos descontos. O que não são generosos são os livros escolhidos: “O Segredoâ€, “O Vencedor Está Só†e “O Caçador de Pipasâ€â€¦
Pronto, se não der certo, podem colocar a culpa em quem escolheu esses livros para estrear o serviço.